{"id":396,"date":"2016-12-05T10:04:18","date_gmt":"2016-12-05T14:04:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/?p=396"},"modified":"2016-12-05T10:23:56","modified_gmt":"2016-12-05T14:23:56","slug":"jaider-esbell-artista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2016\/12\/05\/jaider-esbell-artista\/","title":{"rendered":"Jaider Esbell \u2013 Artista"},"content":{"rendered":"<p>Dia 06\/12 \u00e0s 16h na 32\u00e5 Bienal de arte de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nInstala\u00e7\u00e3o A OCA de Ben\u00e9 Fonteles em CONVERSAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO<br \/>\nA minha ideia de mundo e a minha rela\u00e7\u00e3o com a arte \u00e9 algo que construo desde que tenho mem\u00f3ria, a primeira inf\u00e2ncia. Eu sou Makuxi, povo do tronco Caribe que \u201cestacionou\u201d nas imedia\u00e7\u00f5es do Monte Roraima, na tr\u00edplice fronteira, a Amaz\u00f4nia Caribenha. De fato o povo Makuxi nunca parou e deve seguir a eterna andan\u00e7a at\u00e9 que se ache em tudo que se considera alcan\u00e7\u00e1vel. Dizem os mitos do nosso povo, viemos tamb\u00e9m do centro da terra e l\u00e1 tem muitos de n\u00f3s, ainda. Nossa popula\u00e7\u00e3o de mais de 20.000 pessoas que se auto declaram vive em diversas realidades e configuram diferentes paisagens socioculturais, econ\u00f4micas e espaciais. Os Makuxi est\u00e3o segmentados em v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de classe e n\u00e3o h\u00e1 unidade absoluta de posicionamento pol\u00edtico como qualquer outra sociedade definida. Eu respeito o CIRR como a maior organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena local. Por extens\u00e3o considero as demais organiza\u00e7\u00f5es que fazem parte do movimento ind\u00edgena pioneiro em Roraima aut\u00eanticas. A grande maioria dos Makuxi vive na Raposa Serra do Sol, reserva de 1,7 mil hectares homologada em 2009 e devolvida tamb\u00e9m aos Wapixana, Taurepang, Ingarik\u00f3 e Patamona. Ap\u00f3s mais de 40 anos de luta pol\u00edtica sistem\u00e1tica contra garimpos, bares, vilas, fazendas, hidrel\u00e9tricas, monoculturas e todo tipo de invasores, os nativos ocupam suas terras ancestrais e nela buscam viver como bem entendem. Os Makuxi vivem tanto na reserva como nas cidades sedes dos munic\u00edpios, na capital Boa Vista e em outros estados e pa\u00edses e todos tem suas devidas import\u00e2ncias no contexto geral de povo. Eu nasci na regi\u00e3o da Raposa e meu av\u00f4 foi criado como menino de fazenda, na modalidade Conviv\u00eancia Pac\u00edfica. A conviv\u00eancia pac\u00edfica \u00e9 um artif\u00edcio de inverter realidades, quando o colonizador conclui pelo colonizado que ele \u00e9 mais bom que ao contr\u00e1rio. Outra parte da fam\u00edlia ainda vive nas comunidades. Em outros momentos outros trabalharam em diversas frentes de servi\u00e7os inclusive garimpo, mas, em resumo, somos agricultores, pescadores, coletores natos. Menino de fazenda \u00e9 uma esp\u00e9cie de faz de tudo. Todos os tipos de trabalho bra\u00e7al e sem limites de pesos, hor\u00e1rios e responsabilidades \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dele, o que eles, os exploradores chamam de caboco. A conviv\u00eancia pac\u00edfica \u00e9 o argumento do invasor para tentar dizer que a rela\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas\/exploradores era saud\u00e1vel, consentida e at\u00e9 desejada. O que hoje se conhece como trabalho escravo ou trabalho infantil foi comum como ainda \u00e9 nos mais remotos s\u00edtios da vasta paisagem capitalista. Fomos, de certo modo, raptados da aldeia mas a cena de um pai ind\u00edgena entregando o filho ao fazendeiro aparece isolada quando de fato n\u00e3o est\u00e1. A grande trag\u00e9dia pode nunca ser totalmente interpretada pois ela \u00e9 diversa e cada fam\u00edlia, cada comunidade e cada indiv\u00edduo tem uma experi\u00eancia pessoal e coletiva com o processo hist\u00f3rico maior. Temos uma certeza, nunca sairemos do campo das interpreta\u00e7\u00f5es, por op\u00e7\u00e3o e por sabedoria evitamos voltar a sofrer expondo-nos ao julgo pesado da justi\u00e7a maior, cega e (ab)surda. Cresci entre a comunidade e as vilas, fui vaqueiro ainda crian\u00e7a e vivi nesse pouco tempo de vida sucessivas conquistas por mera insist\u00eancia e rompimentos. \u00c9 importante relatar que os Makuxi, que tamb\u00e9m vivem na Guiana e na Venezuela, especialmente no Brasil, s\u00e3o em boa parte, criadores de gado. Aqui outro ponto de parada; explicar talvez seja preciso para balizar o contexto maior e n\u00e3o exatamente para se justificar. S\u00e3o criadores bem sucedidos e quando o assunto \u00e9 ser autossuficientes, isso n\u00e3o quer dizer que sejam ruralistas. O manejo veio com a pr\u00e1tica, o vaqueiro makuxi foi ainda crian\u00e7a para a fazenda, foi levado e aprendeu a lida, retornou pra cuidar do rebanho da comunidade em outro momento. A comunidade \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por uma ou mais fam\u00edlias cruzadas, um sistema que se mant\u00e9m em si em constante contato com o externo. Importante conhecer que a ado\u00e7\u00e3o da cultura bovina e equina, foi uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia coletiva, pois a regra coronelista \u00e0 \u00e9poca, ditada por fazendeiros em sua maioria de origem nordestina com apoio do estado, era expulsar os ind\u00edgenas para a Guiana ou ilh\u00e1-los no topo das montanhas para deixar livres os campos naturais para a expans\u00e3o de suas fazendas. Diziam eles: quem n\u00e3o tem gado, n\u00e3o tem direito a terra. A minha arte nasce disso, dessa complexa mistura de realidades e fantasias, um palco bel\u00edssimo de natureza e viol\u00eancia, mito e crua realidade. Eu busco enxergar al\u00e9m fronteiras, busco alcan\u00e7ar uma vis\u00e3o extrapolada para al\u00e9m dos limites geogr\u00e1ficos e da geopol\u00edtica dominante. N\u00e3o h\u00e1 dom\u00ednio nem recorte quando tratamos com arte a realidade. Quando ainda crian\u00e7a quis ser artista queria evidenciar os mitos, logo que alfabetizado em casa, por minha m\u00e3e e irm\u00e3s, vejo que o mundo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o maravilhoso, vi que a viol\u00eancia que os makuxi sofriam na pr\u00e1tica, era uma pr\u00e1tica global generalizada. Vi que havia dois lados e no meio o sil\u00eancio dos que gritavam por respeito e dignidade. O mundo \u00e9 tornado cruel pelas pessoas. E, ser bom ou mal \u00e9 meramente uma \u00f3tica n\u00e3o exatamente espacial, mas de afinidades por interesses. Assim, ao sair cada vez mais da zona das aldeias e fazendas, fui ampliando minha vis\u00e3o de mundo. Fui sentindo aos passos dados \u00e0 aventura do encontro com a grande cultura, a cidade, a escola e a religi\u00e3o antes da espiritualidade, os degraus para uma talvez consci\u00eancia, constru\u00edda por heran\u00e7as e influ\u00eancias. \u00c9 necess\u00e1rio falar que o povo Makuxi \u00e9 guerreiro em sua trajet\u00f3ria. Por liderar antes com guerra depois com pol\u00edtica outros povos chegando a l\u00edderes do movimento ind\u00edgena brasileiro e influenciar a Am\u00e9rica Latina e o mundo \u00e9 para falar de algo maior com exemplo, com evid\u00eancias. Seguimos abrindo portas acreditamos. Mesmo que muitos de n\u00f3s mesmos trabalhem declarados ao prop\u00f3sito contr\u00e1rio. Os povos origin\u00e1rios nunca foram uma unidade mas h\u00e1 unanimidade quando a raz\u00e3o \u00e9 existir em suas identidades coletivas pr\u00f3prias. Quando se percebe que as guerras entre os povos eram aberturas para o exterm\u00ednio pelo colonizador, houve, em parte, unidade. Nessa constru\u00e7\u00e3o sobressaem-se rela\u00e7\u00f5es que haver\u00e3o de se perpetuar pois a guerra \u00e9 mesmo do homem e a pol\u00edtica refor\u00e7a, sustenta. A minha arte n\u00e3o \u00e9 reprodu\u00e7\u00e3o de grafismos, minha literatura n\u00e3o copia os mitos e lendas de dom\u00ednio do povo pois entendo que esses patrim\u00f4nios s\u00e3o sagrados e s\u00f3 devem ser usados em ocasi\u00f5es especiais, que n\u00e3o s\u00e3o produtos individuais e n\u00e3o devem ser vendidos para usufruto pessoal. A minha arte \u00e9 totalmente contempor\u00e2nea com refer\u00eancia ancestral e se projeta com o uso de todas as ferramentas modernas que consigo manusear. Antes de tudo digo que talvez n\u00e3o haja palavras adequadas, que falta boa disposi\u00e7\u00e3o ao entendimento mas a for\u00e7a maior do ato feito \u00e9 o fato, o efeito. A minha arte nem eu mesmo a categorizo. \u00c9 forte e poderoso o fluxo e o processo rompe as passagens a ponto de n\u00e3o caber na m\u00e3o exigindo a alma. Extrapolando todo o meu ser o meu trabalho talvez seja necess\u00e1rio para uns, para outros uma vergonha, a outros afronta. Desafiando as teorias, pedindo novos conceitos \u00e9 insuficiente ainda tudo o que j\u00e1 foi proposto. Sim, sofri discrimina\u00e7\u00e3o e ainda hoje sofro mas nunca cedi ao convite de esquecer minhas origens. Nunca aceitei o acanhamento, isso que muitos consideram bem caracterizar os ind\u00edgenas. Sempre parti para o enfrentamento e elegante ou r\u00edspido respondendo meus agressores com a sabedoria que a hora me socorre. Tenho certeza, s\u00e3o instru\u00e7\u00f5es de meus guias espirituais, estes que acampam meu sentido depois de limpar meu horizonte de ter sido catequizado e catequizador. Sou Makuxi mas meu trabalho acredito reflete uma necessidade comum a todos os povos nativos. Seja dizer para o mundo que n\u00e3o somos simples, simplistas ou simpl\u00f3rios e que n\u00e3o cabemos e nunca caberemos em categoriza\u00e7\u00f5es impostas. Que merecemos ser respeitados em n\u00f3s mesmo, que temos culturas e sistemas pr\u00f3prios em tudo inclusive e especialmente tecnologia e espiritualidade. Que queremos viver em paz onde bem entendermos e de prefer\u00eancia perto de nossos cemit\u00e9rios falando nossas l\u00ednguas o que tamb\u00e9m tentaram matar. Quando eu apare\u00e7o na cena art\u00edstica \u00e9 por meu trabalho de pensador, o desenho \u00e9 apenas uma linguagem, uma ferramenta de poder para chamar a aten\u00e7\u00e3o e da\u00ed em diante provocar uma situa\u00e7\u00e3o de porqu\u00eas e porqu\u00eas ou mesmo n\u00e3o. Eu sou parte indissoci\u00e1vel da minha arte e quem se arvorou me separar dela n\u00e3o foi muito al\u00e9m exatamente por n\u00e3o achar as entrelinhas. Hoje eu colaboro com a ci\u00eancia, n\u00e3o sou pesquisador, n\u00e3o tenho institui\u00e7\u00e3o, cacique, mas presto aten\u00e7\u00e3o em tudo e busco respeitar. Os Makuxi e outros povos por quem sou conhecido me veem como refer\u00eancia, se alegram em mim e tamb\u00e9m n\u00e3o ficam t\u00e3o felizes quando eu digo: parentes, isso aqui parece n\u00e3o estar certo! Eu me avalio constantemente para n\u00e3o me deixar incorrer nos mesmos erros do colonizador. N\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel que nos tornemos exploradores e que tamb\u00e9m n\u00e3o permitamos explora\u00e7\u00f5es, sejam dos homens, animais ou da natureza em sua completude. O universo ind\u00edgena, vamos usar esse termo, \u00e9 o mesmo do homem branco salve as devidas propor\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m somos aventureiros, c\u00e9ticos para algo e l\u00facidos de verdades em outros campos. Os ind\u00edgenas tamb\u00e9m tem ambi\u00e7\u00e3o, gan\u00e2ncia, fazem guerras, s\u00e3o territorialistas e realmente n\u00e3o vivem em um mundo rom\u00e2ntico. \u00c9 um mundo pr\u00e1tico, livre e tamb\u00e9m cruel que tende a cercear se for balizado por valores morais da massa de conceitos saturados do velho mundo maquiado. Meu trabalho n\u00e3o \u00e9 mera ilustra\u00e7\u00e3o para outros discursos, n\u00e3o atende aos anseios da m\u00eddia de querer entender o \u00cdndio a partir de minha express\u00e3o pict\u00f3rica. Eu talvez venha mais para confundir que esclarecer. Meu trabalho no fim acaba dizendo em outros palcos que o \u00cdndio, que requer dos menores males ser chamado de ind\u00edgena \u00e9 perp\u00e9tuo em seu querer, e que a modernidade deveria romper de vez com a ideia rom\u00e2ntica de que existe o bom selvagem, pac\u00edfico, solid\u00e1rio, cheio de regalias e defensor absoluto da natureza. N\u00e3o \u00e9 bem assim. Existem muitos ind\u00edgenas como brancos, conscientes do cuidado com a natureza como m\u00e3e provedora de tudo, outros, nem tanto. Ind\u00edgenas permanecem em suas naturezas ancestrais, e alguns adotaram em tal profundidade a cultura geral a ponto de se tornarem t\u00e3o devastadores como qualquer outro ser humano. Eu sou artista e minha cabe\u00e7a funciona como a cabe\u00e7a de um artista. Eu sou makuxi de Roraima mas sou do mundo, levo a aldeia mais longe e trago l\u00e1 parte do mundo aos que nunca sa\u00edram. Nunca sa\u00edram por op\u00e7\u00e3o, ou condi\u00e7\u00e3o, por resist\u00eancia ou falta de coragem e tem inclusive os que n\u00e3o querem saber de nada disso e eles est\u00e3o certos em suas certezas. Tem quem queira e se interesse, pois antes de tudo devemos entender que cada indiv\u00edduo sabe se colocar no mundo, sabe o que quer e o que n\u00e3o quer. Existem muitos ind\u00edgenas talentosos, mas enquanto artista observo estendendo minha an\u00e1lise n\u00e3o s\u00f3 para o ind\u00edgena mas para todo e qualquer talento que n\u00e3o esteja, por qualquer raz\u00e3o, em sintonia mais evidente com a pol\u00edtica. Acho que arte deveria ser mais pol\u00edtica que cultura e entendo que uma est\u00e1 na outra. Que elas dialogam mas ambas logo partem em suas defini\u00e7\u00f5es se os operadores n\u00e3o a tratam com foco e destreza. Queremos arte transformadora ou queremos entretenimento? Queremos paisagens ou consci\u00eancias? Essa foi a minha forma de me colocar no mundo. Na arte, meu tra\u00e7o \u00e9 10%, talvez, o restante s\u00e3o habilidades de comunica\u00e7\u00e3o, capacidade de lideran\u00e7a, disciplina, di\u00e1logo, respeito, doa\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o por meio de m\u00eddias conjugadas com bom refor\u00e7o da literatura. Como artista tudo para mim \u00e9 subst\u00e2ncia. N\u00e3o posso de forma alguma ser taxativo, ser conclusivo e muito menos tender ao radicalismo me fechando em mim mesmo sendo eu fruto de minhas escolhas. Eu espero mais ajudar que obstruir, abrir novos fluxos para o di\u00e1logo que talvez nunca aconte\u00e7a. Acredito estar colaborando para mais perto trazer o outro, e, estando eles frente \u00e0 frente digam mesmo no sil\u00eancio o que nunca foi dito e o futuro aconte\u00e7a e seja bom para ambos.<\/p>\n\t<div class=\"quickshare-container\">\r\n\t<ul class=\"quickshare-genericons monochrome quickshare-effect-spin quickshare-effect-expand\">\r\n\t\t<li class=\"quickshare-share\">Compartilhe:<\/li> \r\n\t\t<li><a href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;t=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Facebook\"><span class=\"quickshare-facebook\">Facebook<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;text=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Twitter\"><span class=\"quickshare-twitter\">Twitter<\/span><\/a><\/li>\t\t\t\t<li><a href=\"http:\/\/linkedin.com\/shareArticle?mini=true&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;title=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista&amp;source=JAIDER+ESBELL&amp;summary=Dia+06%2F12+%C3%A0s+16h+na+32%C3%A5+Bienal+de+arte+de+S%C3%A3o+Paulo.+Instala%C3%A7%C3%A3o+A+OCA+de+Ben%C3%A9+Fonteles+em+CONVERSAS+PARA+ADIAR+O+FIM+DO+MUNDO+A+minha+ideia+de+mundo+e+a+minha+rela%C3%A7%C3%A3o+com+a+arte+%C3%A9+algo%26hellip%3B\" title=\"Share on Linkedin\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-linkedin\">Linkedin<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F\" target=\"_blank\" title=\"Share on Google+\"><span class=\"quickshare-googleplus\">Google+<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/tumblr.com\/share\/link?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;name=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista+<+JAIDER+ESBELL&amp;description=Dia+06%2F12+%C3%A0s+16h+na+32%C3%A5+Bienal+de+arte+de+S%C3%A3o+Paulo.+Instala%C3%A7%C3%A3o+A+OCA+de+Ben%C3%A9+Fonteles+em+CONVERSAS+PARA+ADIAR+O+FIM+DO+MUNDO+A+minha+ideia+de+mundo+e+a+minha+rela%C3%A7%C3%A3o+com+a+arte+%C3%A9+algo%26hellip%3B\" title=\"Share on Tumblr\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-tumblr\">Tumblr<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/reddit.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;title=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista+<+JAIDER+ESBELL\" title=\"Submit to Reddit\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-reddit\">Reddit<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/stumbleupon.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2016%2F12%2F05%2Fjaider-esbell-artista%2F&amp;title=Jaider+Esbell+%E2%80%93+Artista+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on StumbleUpon\"><span class=\"quickshare-stumbleupon\">Stumble Upon<\/span><\/a><\/li>\t\t\t<\/ul>\r\n\t<\/div>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 06\/12 \u00e0s 16h na 32\u00e5 Bienal de arte de S\u00e3o Paulo. 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