{"id":473,"date":"2017-05-22T09:58:29","date_gmt":"2017-05-22T13:58:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/?p=473"},"modified":"2017-05-22T09:58:29","modified_gmt":"2017-05-22T13:58:29","slug":"arte-artista-meio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2017\/05\/22\/arte-artista-meio\/","title":{"rendered":"ARTE \u2013 ARTISTA &#8211; MEIO"},"content":{"rendered":"<p>Quando se opta, de fato, por assumir-se Artista, \u00e9 prudente procurar saber o que realmente pode significar esta decis\u00e3o a voc\u00ea, aos seus e ao meio. \u00c9 t\u00e3o vasto o card\u00e1pio de termos que as l\u00ednguas mais usadas fazem um esfor\u00e7o extremo para reunir pensamentos, em correla\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, sempre, antes que se estabele\u00e7a ainda mais desentendimentos e meias metades. Escrever sobre arte e artista \u00e9 uma forma, tamb\u00e9m, de se comprometer ainda mais com o mundo, ir mais fundo na ideia de autoconhecimento. Qual seria, no universo de possibilidades, o melhor emprego para a rela\u00e7\u00e3o arte-artista-meio? Colocamos a palavra artista como o sujeito, no meio, como canal por onde deveria passar todas as situa\u00e7\u00f5es, valores pessoais e universais. Explico: colocamos essa frase-arcabou\u00e7o como resumo, economia de nosso tempo, pois o que nos motiva mais \u00e9 mirar na fun\u00e7\u00e3o da arte na vida do ser artista assumido, na sua pronta resposta \u00e0 habilidade maior que tem ou reivindica e corporifica, o talento, a verve criativa, o efeito transformador em si e no meio. O efeito transformador poder\u00e1 vir, talvez, se n\u00f3s, que nos dizemos artistas, f\u00f4ssemos cada vez mais artistas e menos fazedores de entretenimento, muitas vezes fora do alvo de nossa pr\u00f3pria arte. Qui\u00e7\u00e1 a nossa vida fosse somente entreter, agradar e fazer a felicidade pr\u00f3pria e a alheia. Sim, somente entreter bem o fazem os que estacionam em frente ao palco, sobem e l\u00e1 se perdem no encanto de sentimentos diversos, euforia, equ\u00edvocos e tantas coisas pequenas a que n\u00f3s artistas estamos todos sujeitos. O efeito transformador, a for\u00e7a que a arte pode dar ao artista, se consegue despir-se de valores culturais j\u00e1 incutidos antes de ter \u201cvida e pensamento pr\u00f3prio\u201d. Arrisco dizer que \u00e9 preciso morrer de um certo modo para se nascer novamente, j\u00e1 como artista, acertando e acertando, como tem que ser. Acertar como artista, muitas das vezes, exigir\u00e1 que voc\u00ea explique um pouco mais, que transformar, em alguns casos, pressup\u00f5e uma destrui\u00e7\u00e3o total de algo complexo maior. Destrui\u00e7\u00e3o total de qu\u00ea e em que sentido? O artista deve ser um destruidor de verdades absolutas, deve destruir preconceitos individuais e dogmas, partidos pol\u00edticos e certas cren\u00e7as perpetuadas. N\u00e3o \u00e9 exatamente f\u00e1cil ir al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o l\u00fadica e divertida que a arte oferece. H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e instigante que conta, em partes, como foi constru\u00edda a rela\u00e7\u00e3o arte-artista-meio. A hist\u00f3ria da arte nos leva ao velho mundo, mas, de l\u00e1, s\u00f3 voltamos por for\u00e7a pr\u00f3pria e, se for\u00e7a o leitor tiver, nem aconselho ir t\u00e3o l\u00e1 no fundo quando o mundo hoje j\u00e1 est\u00e1 cheio e ainda exige mais superficialidades. Eu diria que nem \u00e9 preciso ir com tanta convic\u00e7\u00e3o neste rumo, pois ao m\u00e1ximo ter\u00edamos acesso ao lado contado dessa rela\u00e7\u00e3o. Sabemos que em tudo tem uma parte n\u00e3o exatamente evidenciada, midiatizada e que acaba passando por oculta, mas sempre esteve acess\u00edvel. N\u00e3o oculta, mas pouco avistada, portanto desinteressante, claro, injustamente. N\u00e3o saberemos da vida, da obra e da honra de grandes pensadores artistas, pois certamente estes foram preteridos aos artistas (sic) dobr\u00e1veis, pag\u00e1veis e dispostos a fazer somente o lado colorido da fun\u00e7\u00e3o. Hoje, pouco a pouco, se conforma o \u201cmundo da arte\u201d que a refer\u00eancia da Europa n\u00e3o \u00e9 absoluta nem exatamente o ber\u00e7o do assunto. Hoje, especialmente no Brasil do imposs\u00edvel, \u00e9 poss\u00edvel viver outra rela\u00e7\u00e3o com a arte, salvo extremo esfor\u00e7o. Que rela\u00e7\u00e3o? A rela\u00e7\u00e3o com uma arte nata, nativa, selvagem, instintiva e certeira. A arte que nega a pr\u00f3pria p\u00e1tria e se fortalece em rituais xam\u00e2nicos para agu\u00e7ar as percep\u00e7\u00f5es m\u00ednimas do mundo trai\u00e7oeiro e enganador cheio de pol\u00edtica mau intencionada. E qual seria esse esfor\u00e7o? O esfor\u00e7o de resistir ao convite di\u00e1rio para estarmos sentados ao lado dos Senhores, quando no m\u00ednimo, dever\u00edamos estar pondo em desordem essas etiquetas e protocolos estando ao lado da maioria, o povo. Esfor\u00e7o de resistir a ass\u00e9dios midi\u00e1ticos com prop\u00f3sitos escusos, politiqueiros e outras formas de usos e abusos na rela\u00e7\u00e3o mais aberta e integral do artista com o mundo. Ser \u00e9tico no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o; o que seria isso? Seria uma boa abordagem falar dessas quest\u00f5es? O artista deveria compreender-se como algo necess\u00e1rio e acess\u00edvel ou deve mesmo ir onde o povo est\u00e1 incorrendo em risco de ser indesejado? O artista deve ter uma fun\u00e7\u00e3o maior no todo que apenas divertir-se, gerar pautas, vender, cultivar vaidades, egos e conhecer outros ethos. Claro que n\u00f3s artistas j\u00e1 nascemos felizes e tristes, privilegiados e em desvantagem, tudo ao mesmo tempo e em grande intensidade. Nascemos em desvantagem, pois, a n\u00f3s, n\u00e3o deveria caber escolhas ou posicionamentos outros que n\u00e3o o do pr\u00f3prio operador da criatividade, dos insights, do labor completo de fazer-se artista pleno. Sobre sofrer \u00e9 am\u00e1vel, quando sabemos o porqu\u00ea, quando temos a clarivid\u00eancia que a ruptura doi primeiro na gente (artista) e nem sempre h\u00e1 cicatriz fechada, mas a certeza de que algo se move no sentido esperado. A arte proporciona sempre mais, como reciprocidade, a quem nela se debru\u00e7a. A arte n\u00e3o deixa morrer, nunca mais, se j\u00e1 se morreu uma vez. O artista est\u00e1 no meio, no fogo cruzado, causado, ateado. A arte n\u00e3o queima, n\u00e3o morre, n\u00e3o vira cinza ou poeira. A arte sempre ser\u00e1 o \u00faltimo recurso; ela falar\u00e1 sempre a verdade e causar\u00e1 sempre fissuras, deslocamentos,  modifica\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as profundas em definitivo. Ela pr\u00f3pria s\u00f3 ser\u00e1 eficiente e eficaz se tiver campos f\u00e9rteis com seus dois eternos complementos, o artista e o meio, no todo e em part\u00edculas.<\/p>\n\t<div class=\"quickshare-container\">\r\n\t<ul class=\"quickshare-genericons monochrome quickshare-effect-spin quickshare-effect-expand\">\r\n\t\t<li class=\"quickshare-share\">Compartilhe:<\/li> \r\n\t\t<li><a href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2017%2F05%2F22%2Farte-artista-meio%2F&amp;t=ARTE+%E2%80%93+ARTISTA+%26%238211%3B+MEIO+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Facebook\"><span class=\"quickshare-facebook\">Facebook<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2017%2F05%2F22%2Farte-artista-meio%2F&amp;text=ARTE+%E2%80%93+ARTISTA+%26%238211%3B+MEIO+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Twitter\"><span 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