{"id":608,"date":"2018-06-14T20:38:05","date_gmt":"2018-06-15T00:38:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/?p=608"},"modified":"2018-06-14T20:38:05","modified_gmt":"2018-06-15T00:38:05","slug":"territorios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2018\/06\/14\/territorios\/","title":{"rendered":"Territ\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p>ARTE IND\u00cdGENA CONTEMPOR\u00c2NEA E O GRANDE MUNDO<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como falar em arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea sem falar dos ind\u00edgenas, sem falar de direito \u00e0 terra e \u00e0 vida<\/p>\n<p>Jaider Esbell &#8211; Especial para Select N. 39.<br \/>\nSocializando para quem n\u00e3o \u00e9 assinante ou n\u00e3o podo comprar a revista.<br \/>\nSocializando para os leitores ind\u00edgenas e estudantes sem bolsa.<br \/>\nFoto:  Marcelo Camacho &#8211; Comunidade Sikamabiu, mulheres Xirixana &#8211; TI Yanomami-RR<\/p>\n<p>Ao longo deste texto devemos passear por territ\u00f3rios distintos do pensar e logo nos remeter ao pensar extrapolado. Para maior sentido, come\u00e7amos a nossa abordagem por re-significar conceitos b\u00e1sicos. Antes, devo dizer que, como autor, me construo de representatividade; e a socializa\u00e7\u00e3o deste pensamento compreende bem mais que minha posi\u00e7\u00e3o individual sobre t\u00e3o vasto universo. N\u00e3o h\u00e1 como falar em arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea sem falar dos ind\u00edgenas, sem falar de direito \u00e0 terra e \u00e0 vida. H\u00e1 mesmo que se explicar o porqu\u00ea de chamarmos arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea e n\u00e3o ao contr\u00e1rio. Na hist\u00f3ria da literatura especializada sobre arte contempor\u00e2nea produzida no Brasil n\u00e3o temos autores artistas ind\u00edgenas. Nesse sentido, o componente novo surpreende por seu protagonismo hist\u00f3rico. Convidamos a um inteiro desconstruir para outros preenchimentos.<\/p>\n<p>Desconstru\u00e7\u00e3o conceitual<br \/>\nInd\u00edgena e arte s\u00e3o de origem comum e indissoci\u00e1vel. Aceitar essa senten\u00e7a adianta o entendimento. O sistema de arte \u00e9 algo paralelo e hoje eles se tocam, envolvendo-se para al\u00e9m das percep\u00e7\u00f5es dos especialistas. A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea seria ent\u00e3o o que se consegue conceber na jun\u00e7\u00e3o de valores sobre o mesmo tema arte e sobre a mesma ideia de tempo, o contempor\u00e2neo, tendo o ind\u00edgena artista como pe\u00e7a central.<br \/>\nUm componente trans-tempo hist\u00f3rico e trans-geogr\u00e1fico \u00e9 requerido. Falamos de ideia de pa\u00eds, mas a arte entre os ind\u00edgenas hoje brasileiros vem desde antes de tudo isso. A imagem sugere o encontro da rela\u00e7\u00e3o de valores que t\u00eam os ind\u00edgenas brasileiros (sic) com a arte com os valores do sistema cl\u00e1ssico europeu. Uma leitura corriqueira \u00e9 percebida: como \u00e9 o encontro, ou como \u00e9 a acesso da arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea ao sistema de arte geral?<br \/>\nRefazendo o caminho da pergunta, re-significamos as respostas. Entende-se com essa pergunta que o sistema de arte seja algo que realmente n\u00e3o compreende, no sentir de n\u00e3o conter, a arte dos ind\u00edgenas. Percebe-se tamb\u00e9m que o sistema de arte de natureza ocidental n\u00e3o v\u00ea, n\u00e3o percebe e n\u00e3o faz qualquer rela\u00e7\u00e3o com seu pr\u00f3prio paralelo: o sistema de arte ind\u00edgena, digamos assim. O sistema de arte europeu desconhece e, portanto, n\u00e3o reconhece que entre os ind\u00edgenas h\u00e1 um sistema de arte pr\u00f3prio, com sentidos e dimens\u00f5es pr\u00f3prios.<br \/>\nA arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea seria essa for\u00e7a-poder de atra\u00e7\u00e3o, ou mesmo atraca\u00e7\u00e3o. Uso um termo-metodologia usado pelos europeus e que ainda hoje \u00e9 usado para atrair aquele intoc\u00e1vel selvagem desconhecedor misterioso para um encontro futuro decisivo. Colocamos um pote de mist\u00e9rio na borda da floresta escura e esperamos que algu\u00e9m venha buscar e paulatinamente v\u00e1 adquirindo confian\u00e7a para um encontro pessoal \u00e0 luz da arte maior.<br \/>\nVivemos com a arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea um real encontro com o Brasil do momento em rela\u00e7\u00e3o ao sistema de arte prevalecente. Ao receber o convite para escrever sobre o assunto para esta revista, eu n\u00e3o poderia come\u00e7ar com outra abordagem. Digo que isso significa um avan\u00e7o dentro de uma l\u00f3gica de resist\u00eancia e de uma l\u00f3gica de legitimidade que a arte ind\u00edgena obt\u00e9m por for\u00e7a pr\u00f3pria. Minha contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 no sentido de oferecer ao leitor-pesquisador uma vis\u00e3o panor\u00e2mica do momento grandioso em que estamos envolvidos.<\/p>\n<p>O sistema me absorveu<br \/>\nHoje, no Brasil posso bem representar o encontro do sistema de arte entre os ind\u00edgenas com o sistema de artes global no contexto contempor\u00e2neo. Falo do reconhecimento que tenho a partir de minha identidade ind\u00edgena. Falo com a pot\u00eancia que tem a for\u00e7a do meu trabalho. Falo desse boiar no agora com toda essa conquista e partilha abertas. Hoje sou um artista reconhecido com pr\u00eamios. Hoje posso dizer que o sistema de arte global j\u00e1 me absorveu. Hoje tenho tudo o que precisa e a que se prop\u00f5e a ind\u00fastria cultural. Hoje escrevo a partir de uma experi\u00eancia de viv\u00eancia profissional nos Estados Unidos, al\u00e9m de experimentar a fun\u00e7\u00e3o de galerista. A exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica m\u00e1xima de um trabalho art\u00edstico em ambientes polivalentes me d\u00e1 surpreendente vantagem. Atuar na internet e ir pessoalmente ao encontro do povo me possibilita ler realidades e estratific\u00e1-las em possibilidades de an\u00e1lises sobre um Brasil em si, um Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina e em rela\u00e7\u00e3o ao planeta.<br \/>\nNesta leitura de realidade atual, a arte entre os ind\u00edgenas representa em sua m\u00e1xima capacidade o acesso ao mundo complementar que representa a falta de sentido que h\u00e1 no mundo moderno, no mundo-for\u00e7a que dominou e em que se evidencia o colapso. A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea nesse sentido est\u00e1 para muito al\u00e9m das molduras e estruturas. A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea se purifica filtrando em si mesma com a for\u00e7a da espiritualidade, seu n\u00facleo. A arte ind\u00edgena encosta na arte geral enquanto sistemas pr\u00f3prios mas elas n\u00e3o se fundem e nem se confundem totalmente, a priori.<br \/>\nOs prop\u00f3sitos da arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea v\u00e3o muito al\u00e9m de assimilar e usufruir de estruturas econ\u00f4micas, ic\u00f4nicas e midi\u00e1ticas. A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea \u00e9 sim um caso espec\u00edfico de empoderamento no campo cosmol\u00f3gico de pensar a humanidade e o meio ambiente.<\/p>\n<p>O elemento colonizador<br \/>\nComo pensar a arte ind\u00edgena em contato com a ideia de cultura brasileira? Arte e ind\u00edgenas \u00e9 um passar perform\u00e1tico ao longo do tempo e da geografia e para estes sentidos temos que abordar o elemento colonizador.<br \/>\nO ind\u00edgena aparece primeiro nas cartas enviadas para a Europa, logo ap\u00f3s a chegada dos primeiros navios. Ele aparece em representa\u00e7\u00f5es de artistas europeus numa cena de primeira missa. Assim \u00e9 o encontro do sistema de artes europeu com os artistas selvagens. Para os nativos, a arte sempre ser\u00e1 outra coisa al\u00e9m. O ind\u00edgena \u00e9 posto a cantar na catequese, \u00e9 posto a ilustrar documentos de pesquisadores das mais diversas \u00e1reas do conhecimento. Sobre esses artistas pouco \u00e9 falado.<br \/>\nDevemos atender a um sentido a mais. Quando a arte ind\u00edgena encontra o sistema de arte global, a assinatura do artista ou do coletivo de artistas \u00e9 requerido. \u00c9 requerido algo emoldur\u00e1vel para o que nunca caber\u00e1 em molduras. Esse atributo de valor influencia e faz toda a diferen\u00e7a no contexto contempor\u00e2neo.<br \/>\nO tempo passa e o sentido da arte entre os ind\u00edgenas sofre severas influ\u00eancias da coloniza\u00e7\u00e3o. Aqui devemos pensar o conceito de arte ind\u00edgena contempor\u00e2neo como algo estendido para todas as realidades que temos hoje no Brasil. Como pensar esse conceito sem compreender e aceitar que ainda hoje nas florestas remotas da Amaz\u00f4nia brasileira h\u00e1 \u201ctribos selvagens\u201d sem qualquer contato com essa ideia de mundo? Que, entre elas, a arte tem seu sentido pr\u00f3prio?<br \/>\nEm certo ponto, me sinto em atua\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica para al\u00e9m do figurativo. N\u00e3o seria exatamente uma total abstra\u00e7\u00e3o mas um sentido corp\u00f3reo e bem definido para o que \u00e9 exigido da arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea para o tempo agora.<br \/>\nA arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea chega em \u00edcones corporificados e depurados em uma trajet\u00f3ria de representa\u00e7\u00e3o at\u00e9 um estado pleno de identidade cosmo-consciente. De Chico da Silva, artista mesti\u00e7o, j\u00e1 temos mais energia que em Tarsila do Amaral. Nossa literatura j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o colonizada e hoje somos vistos como autores em sal\u00f5es nobres. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir esse texto sem abordar Makuna\u00edma e logo cham\u00e1-los para conhecer meu av\u00f4 Makuniam\u00ee. Aqui temos outro paralelo multidimensional para todos que se aventurarem a abordar um assunto t\u00e3o alheio como a arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea. A consci\u00eancia de um buscar al\u00e9m das refer\u00eancias habituais.<\/p>\n<p>Desenhando a pol\u00edtica<br \/>\nDefinitivamente, a juventude ind\u00edgena artista do Brasil vem com todas as for\u00e7as a que acessam ao entregarem seus talentos sem reservas a uma sabedoria maior. Hoje surgimos desenhando a pol\u00edtica t\u00e3o bem ilustrada por Ailton Krenak em sua performance de pintar o rosto com jenipapo no Pal\u00e1cio do Planalto ao defender o ind\u00edgena na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea vem junto com tudo o que h\u00e1 de tecnologia. O livro de Davi Kopenawa Yanomami \u2013 A Queda do C\u00e9u \u2013 \u00e9 uma b\u00edblia. Temos o Coletivo Maku, com exposi\u00e7\u00e3o na Funda\u00e7\u00e3o Cartier, em Paris. No sal\u00e3o da Bienal de Arte Na\u00eff do Sesc Piracicaba-SP, o maior do pa\u00eds, temos Carm\u00e9zia Emiliano como a mulher artista mais premiada. Carm\u00e9zia \u00e9 ind\u00edgena Makuxi e est\u00e1 totalmente absorvida pelo sistema de arte internacional. Embora seja grande em seu fazer, a artista \u00e9 pouco conhecida e mesmo a arte na\u00eff continua em uma posi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica em rela\u00e7\u00e3o ao eixo do sistema. Em 2016, tivemos tr\u00eas artistas ind\u00edgenas indicados ao Pr\u00eamio PIPA. Desse feito temos eu, Jaider Esbell, como vencedor do Pr\u00eamio PIPA Online 2016 e Arissana Patax\u00f3 em segundo lugar. Tamb\u00e9m foi indicado Ib\u00e3 Sales Hunikuin representando o coletivo Maku.<br \/>\nEssas evid\u00eancias s\u00e3o pontos fundamentais para todos os atentos que buscam estar ao par desse encontro de sistemas. Devo dizer que meu atuar ecoa para um sentido da arte que puxamos para n\u00f3s ind\u00edgenas em rela\u00e7\u00e3o ao grande mundo. Fazemos pol\u00edtica de resist\u00eancia declarada com a arte em contexto contempor\u00e2neo aberto. Em contexto fechado, re-significamos nossas estruturas culturais e sociais com arte e espiritualidade em um m\u00fatuo alimentar de energias para compor a grande urg\u00eancia de sustentar o c\u00e9u acima de nossas cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>Olhos:<\/p>\n<p>O sistema de arte de natureza ocidental n\u00e3o v\u00ea, n\u00e3o percebe e n\u00e3o faz qualquer rela\u00e7\u00e3o com seu pr\u00f3prio paralelo: o sistema de arte ind\u00edgena<\/p>\n<p>Colocamos um pote de mist\u00e9rio na borda da floresta escura e esperamos que algu\u00e9m venha buscar e paulatinamente v\u00e1 adquirindo confian\u00e7a para um encontro pessoal \u00e0 luz da arte maior<\/p>\n<p>Os prop\u00f3sitos da arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea v\u00e3o muito al\u00e9m de assimilar e usufruir de estruturas econ\u00f4micas, ic\u00f4nicas e midi\u00e1ticas. \u00c9 um caso espec\u00edfico de empoderamento no campo cosmol\u00f3gico de pensar a humanidade e o meio ambiente<\/p>\n\t<div class=\"quickshare-container\">\r\n\t<ul class=\"quickshare-genericons monochrome quickshare-effect-spin quickshare-effect-expand\">\r\n\t\t<li class=\"quickshare-share\">Compartilhe:<\/li> \r\n\t\t<li><a href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;t=Territ%C3%B3rios+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Facebook\"><span class=\"quickshare-facebook\">Facebook<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;text=Territ%C3%B3rios+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Twitter\"><span class=\"quickshare-twitter\">Twitter<\/span><\/a><\/li>\t\t\t\t<li><a href=\"http:\/\/linkedin.com\/shareArticle?mini=true&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;title=Territ%C3%B3rios&amp;source=JAIDER+ESBELL&amp;summary=ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+E+O+GRANDE+MUNDO+N%C3%A3o+h%C3%A1+como+falar+em+arte+ind%C3%ADgena+contempor%C3%A2nea+sem+falar+dos+ind%C3%ADgenas%2C+sem+falar+de+direito+%C3%A0+terra+e+%C3%A0+vida+Jaider+Esbell+-+Especial+para+Select+N.+39.+Socializando+para+quem+n%C3%A3o%26hellip%3B\" title=\"Share on Linkedin\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-linkedin\">Linkedin<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F\" target=\"_blank\" title=\"Share on Google+\"><span class=\"quickshare-googleplus\">Google+<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/tumblr.com\/share\/link?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;name=Territ%C3%B3rios+<+JAIDER+ESBELL&amp;description=ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+E+O+GRANDE+MUNDO+N%C3%A3o+h%C3%A1+como+falar+em+arte+ind%C3%ADgena+contempor%C3%A2nea+sem+falar+dos+ind%C3%ADgenas%2C+sem+falar+de+direito+%C3%A0+terra+e+%C3%A0+vida+Jaider+Esbell+-+Especial+para+Select+N.+39.+Socializando+para+quem+n%C3%A3o%26hellip%3B\" title=\"Share on Tumblr\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-tumblr\">Tumblr<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/reddit.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;title=Territ%C3%B3rios+<+JAIDER+ESBELL\" title=\"Submit to Reddit\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-reddit\">Reddit<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/stumbleupon.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2018%2F06%2F14%2Fterritorios%2F&amp;title=Territ%C3%B3rios+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on StumbleUpon\"><span class=\"quickshare-stumbleupon\">Stumble Upon<\/span><\/a><\/li>\t\t\t<\/ul>\r\n\t<\/div>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARTE IND\u00cdGENA CONTEMPOR\u00c2NEA E O GRANDE MUNDO N\u00e3o h\u00e1 como falar em arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea sem falar dos ind\u00edgenas, sem falar de direito \u00e0 terra e \u00e0 vida Jaider Esbell &#8211; Especial para Select N. 39. 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