{"id":878,"date":"2020-07-09T16:53:17","date_gmt":"2020-07-09T20:53:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/?p=878"},"modified":"2020-07-09T19:54:38","modified_gmt":"2020-07-09T23:54:38","slug":"a-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jaideresbell.com.br\/site\/2020\/07\/09\/a-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas\/","title":{"rendered":"A ARTE IND\u00cdGENA CONTEMPOR\u00c2NEA COMO ARMADILHA PARA ARMADILHAS"},"content":{"rendered":"<p>Antes de quaisquer outras quest\u00f5es eu quero destacar o car\u00e1ter de legitimidade deste ensaio. Penso e at\u00e9 espero que lhe deva ser considerado importante por todos aqueles que passeiam a cerca do termo, ou da nega\u00e7\u00e3o do termo ou mesmo em sua exalta\u00e7\u00e3o. Escrever sobre o assunto \u00e9 exponencialmente uma agentividade leg\u00edtima exatamente daqui desta posi\u00e7\u00e3o; eu o vivente, artista, ind\u00edgena e aut\u00f4nomo.<br \/>\nDurante uma d\u00e9cada inteira tenho me dedicado integralmente a pensar as artes que fa\u00e7o como partes de um sistema pol\u00edtico e estrat\u00e9gico amplo, de limites indefinidos intencionalmente para que uma hora pudesse ser posto em ambiente de equival\u00eancia aos todos, para de fato suscitarem possibilidades reais de di\u00e1logos com os j\u00e1 difundidos movimentos.<br \/>\nEu n\u00e3o posso desde onde estou, afirmar ou negar absolutamente nada, tampouco a inten\u00e7\u00e3o da minha escrita est\u00e1 para al\u00e9m das fronteiras de suas pr\u00f3prias investidas. Eu n\u00e3o sou titular de nenhuma c\u00e1tedra em uma influente academia, mas ao passar dos anos eu pude perceber que esses espa\u00e7os j\u00e1 existem e que j\u00e1 constroem teorias ao mesmo tempo em que as disseminam segundo suas pr\u00f3prias estruturas e motiva\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA gente, digo eu, nas\u00e7o num ambiente f\u00e9rtil para as criatividades, ou para as inani\u00e7\u00f5es se eu tivesse cedido aos convites ao auto apagamento. Eu venho a esse mundo j\u00e1 como algu\u00e9m desvirtuado. Eu considero usar a palavra desvirtuado com ressalvas e licen\u00e7as pois nesse primeiro plano eu n\u00e3o posso deixar de dar como refer\u00eancia a chegada e a\u00e7\u00e3o dos invasores europeus sobre as din\u00e2micas pr\u00f3prias dos povos aut\u00f3ctones destas terras hoje re-reinvidicadas.<br \/>\nPois ent\u00e3o vamos pensar um pouco sobre o tema deste texto. Armadilhas para armadilhas. Sistemas de poder. Conceitos coloniais. Pr\u00e1ticas mescladas de valores e refer\u00eancias. Identidade e autoconsci\u00eancia. Fun\u00e7\u00e3o forma e conte\u00fado. A quest\u00e3o do territ\u00f3rio e territorialidade vista deste ponto aqui, repito: eu vivente, um artista de ascend\u00eancia Makuxi, povo de amplo movimento s\u00f3cio interativo, pol\u00edtico expansionista e est\u00e9tico marcador para bem antes da chegada dos invasores \u201cbrancos\u201d, ponto que queria tamb\u00e9m marcar.<br \/>\nQuando se nasce onde e como eu nasci, n\u00e3o se tem muitas escolhas sen\u00e3o buscar fazer-se em si mesmo e isso pressup\u00f5e negar n\u00e3o exatamente quem se \u00e9 mas aquilo que queriam que voc\u00ea fosse. A primeira teimosia vem mesmo dentro de casa. A forma como fui educado n\u00e3o foi nem de perto a primeira viol\u00eancia. \u00c9 que meu corpo n\u00e3o me pertence sem que eu o veja com um alongamento de ac\u00famulos hist\u00f3ricos. A viol\u00eancia \u00e9 uma energia propagada de alcance praticamente n\u00e3o rastre\u00e1vel, mas \u00e9.<br \/>\nA gente precisa uma hora ampliar as leituras de mundos para minimamente ser justo com aquilo ou aquele que a gente pesquisa. Imagine os efeitos de quinhentos anos sobre uma popula\u00e7\u00e3o que assimila e desassimila o tempo todo.<br \/>\nN\u00e3o pude me deter em questionar os modos pelos quais me foi imposta a ideia de educa\u00e7\u00e3o. A revolta que hoje entendo melhor n\u00e3o era coisa de alguns anos, mas s\u00e9culos e em um outro plano, mil\u00eanios de dist\u00farbios emocionais n\u00e3o tratados que se acumulam e se projetam sempre com mais efici\u00eancia nos modelos gerais oficiais e outras for\u00e7as das pr\u00f3prias \u00e9pocas.<br \/>\nEu nasci no final do regime ditatorial. De um certo modo eu fui um privilegiado pois nasci no ber\u00e7o da viol\u00eancia, assim pude ver a sua cara como a primeira paisagem. Como segunda paisagem eu pude formar em mim mesmo mundos a partir de fragmentos. Uma narrativa aparentemente engessada, redonda e limitada me foi apresentada em uma hora dessas onde os fatores todos se re\u00fanem para dar fluxo a outros c\u00f3digos gen\u00e9ticos, vamos dizer assim.<br \/>\nOuvir sobre a grande \u00e1rvore me levou a mundos distantes. Era noite de ver\u00e3o, c\u00e9u sem lua e eu senti a via l\u00e1ctea. Passei a olhar todos os tipos de \u00e1rvores e a olhar todos os tipos de rastros, revirar pedras, entrar em fendas escacaviando tudo. Certamente nada de mais teria acontecido na minha vida se a hist\u00f3ria tivesse sido a mim apresentada de uma outra forma, por outro algu\u00e9m e em outro momento.<br \/>\nMas foi onde hoje \u00e9 a nossa terra, a Terra ind\u00edgena Raposa Serra do Sol. Quem me falou foi o meu av\u00f4 ex\u00edmio contador de est\u00f3rias l\u00fadicas e fant\u00e1sticas, mas ele fora um escravo nas fazendas dos estranhos que usurparam nosso mundo com a melhor das inten\u00e7\u00f5es deles e para eles.<br \/>\nEu n\u00e3o podia imaginar que aquele cen\u00e1rio era cen\u00e1rio, que o couro de vaca que est\u00e1vamos deitado em cima eram as estampas da coloniza\u00e7\u00e3o e da guerra pelas terras que ent\u00e3o j\u00e1 est\u00e1vamos como estranhos pois por ordem nacional n\u00e3o nos pertenciam como ainda continua assim at\u00e9 hoje e me parece que ser\u00e1 para sempre assim.<br \/>\n&#8211; H\u00e1 muito tempo existiu por aqui uma grande \u00e1rvore. Ela tinha todos os tipos de frutas&#8230;<br \/>\nComo eu poderia achar normal ter de ir para a escola e n\u00e3o poder acompanhar meus pr\u00f3prios parentes no trabalho comunit\u00e1rio desfrutando do verdadeiro saber que era a nossa l\u00edngua e nossas tradi\u00e7\u00f5es? Com quem eu poderia dialogar sobre as grandes quest\u00f5es que me assolavam se minhas professoras s\u00f3 sabiam alfabetizar com maestria e n\u00e3o tinham tempo para me ver a\u00e9reo, pois estavam a\u00e9reas pensando no importo de renda. Cada um em um mundo e eu no outro mundo mais longe rabiscava imagin\u00e1rios enquanto a turma chorava para aprender a escrever o pr\u00f3prio nome.<br \/>\nAquilo hoje posso bem dizer que j\u00e1 era a arte me alcan\u00e7ando. E foi nesse ritmo que me mantive esses anos todos. Um constante movimento de cruzar sentidos andando por uma margem muito estreita, esses lugares invis\u00edveis por onde s\u00f3 andam os mais astuciosos exploradores.<br \/>\nMe fiz explorador em um lugar onde tudo se explorava. Eu tive que negociar com o medo, com a timidez, com a tristeza, com a solid\u00e3o, com a apatia. Por l\u00e1 exploravam a terra n\u00e3o mais para agricultura familiar comunit\u00e1ria. Se explorava a terra para grandes companhias. Agricultura de monocultura. Exploravam a terra para retirar min\u00e9rios, madeira, terra para grandes fazendas de gado que a gente n\u00e3o via para onde ia tamanho rebanho.<br \/>\nExploravam a terra para ca\u00e7ar m\u00e3os de obra. Exploravam a terra para disseminar a miscigena\u00e7\u00e3o aos modos perversos desde engana\u00e7\u00f5es e promessas a estupros violentos nos campos long\u00ednquos de onde imaginavam nunca algu\u00e9m poder ser capaz de revelar.<br \/>\nAssim os sistemas, as artimanhas, as estrat\u00e9gias, as pol\u00edticas p\u00fablicas oficiais e n\u00e3o oficiais de genoc\u00eddios foram se estabelecendo. Eu pude acompanhar todo o processo desde onde estava, como disse tendo o privil\u00e9gio de nascer onde nasci e vejam bem, por poder usufruir do sistema crist\u00e3o que meus pais j\u00e1 nasceram dentro. A igreja ainda n\u00e3o havia declarado guerra ao estado. E rela\u00e7\u00e3o deles ainda era complementar.<br \/>\nComo um menino na escola de catequese eu pude explorar a igreja, andar com as madres por boa parte da minha pr\u00f3pria terra, ver e sentir como a igreja os tratava e como era esse trato deles com o estado, as for\u00e7as constitu\u00eddas. Eu posso dizer com mais seguran\u00e7a hoje que o que eu fazia era uma pesquisa minuciosa sobre minha pr\u00f3pria origem. Sobretudo posso dizer que se tratava portanto de uma pesquisa sobre meu pr\u00f3prio destino pois de todas as partes da sociedade eu tinha curiosidade desproporcional para minha idade ou realidade.<br \/>\nEnt\u00e3o por que \u00e9 que eu digo que usar o termo Arte Ind\u00edgena Contempor\u00e2nea \u00e9 antes de tudo uma estrat\u00e9gia? Talvez pelo fato de eu n\u00e3o conseguir dizer, fazer, mostrar e viver tudo o que acumulei de imagina\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o por outros meios.<br \/>\nEu n\u00e3o seria assim se tivesse me tornado um cientista, um padre, um militar, um garimpeiro, um fazendeiro, um servente, ou um professor. Eu n\u00e3o poderia talvez externalizar, dar vaz\u00e3o aos meus eus e aos outros se eu tivesse me tornado um pai de fam\u00edlia, um trabalhador comum assalariado. Certamente n\u00e3o teria sido assim se eu n\u00e3o tivesse aberto a m\u00e3o de todas essas possibilidades para ser unicamente artista.<br \/>\nE mesmo o termo artista pelo que se espera de um profissional desta \u00e1rea n\u00e3o poderia ir por tantos caminhos assim. Em mim est\u00e1 sendo assim, eu digo que sou artista, mas o que sou de fato?<br \/>\nEu decidi assumir estas fun\u00e7\u00f5es, me ocupar integralmente nisso e mesmo assim para poder chegar aqui eu precisei, por estrat\u00e9gia, percorrer caminhos convencionais como ter um emprego formal. Consegui um emprego via concurso p\u00fablico onde fiz carreira como auxiliar t\u00e9cnico numa empresa estatal de energia el\u00e9trica. Mesmo l\u00e1 me pus a dar continuidade a minha pesquisa sobre sistemas, pol\u00edticas e estrat\u00e9gias. Nesse tempo tamb\u00e9m pude fazer um curso superior. Fiz uma gradua\u00e7\u00e3o e tentei seguir, mas n\u00e3o me deixaram. Assim pude ter introdu\u00e7\u00f5es sobre metodologias cientificas e compreender um pouco os mecanismos com os quais a ci\u00eancia se faz valer.<br \/>\nVoltando para o assunto maior, a arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea, posso dizer que \u00e9 um termo a mais no mundo dos termos. Mas, quando \u00e9 trabalhado desse lado de c\u00e1, o eu sujeito, artista, ind\u00edgena e autor, passa a ter legitimidade inquestion\u00e1vel. \u00c9 armadilha para pegar armadilhas por diversas raz\u00f5es, sobretudo para o campo da autocr\u00edtica, autoan\u00e1lise e autodesenvolvimento.<br \/>\nTalvez se espera discutir sobre tal arcabou\u00e7o quest\u00f5es como se \u00edndio faz arte, artesanato ou artefato. Questionar usos e apropria\u00e7\u00f5es de ambos os lados. Discutir quest\u00f5es de autoria coletiva, a autonomia do artista ou mesmo obter par\u00e2metros que digam quem pode ser considerado artista ou n\u00e3o entre os sujeitos ind\u00edgenas. Talvez ir al\u00e9m a ponto de for\u00e7ar limites e fronteiras que s\u00e3o t\u00eanues em muitos pontos como a legitima\u00e7\u00e3o de uma reivindica\u00e7\u00e3o autoidentit\u00e1ria ou a miscigena\u00e7\u00e3o ou a dupla identidade \u00e9tnica quando os nativos se fundem com os afrodescentes.<br \/>\nTalvez ir mais al\u00e9m como ter um campo mais definido para alardear injusti\u00e7as que n\u00e3o podem deixar ser mostradas como a desvantagem que temos enquanto povos origin\u00e1rios sobre todos os demais grupos \u00e9tnicos, inclusive em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos da popula\u00e7\u00e3o negra neste pa\u00eds e Am\u00e9ricas, por exemplo.<br \/>\n\u00c9 claro que lan\u00e7o este ensaio aberto para o todo e gostaria que este material pudesse ser inserido nos conte\u00fados dos cursos de n\u00edvel superior. Que estejam a l\u00ea-lo nas p\u00f3s gradua\u00e7\u00f5es, nos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores e meios afins.<br \/>\nTemos hoje como identificar por meio de d\u00fazias de sujeitos ind\u00edgenas que se expressam abertamente para o grande p\u00fablico, que tratamos de fato de um sistema extremamente complexo de visibiliza\u00e7\u00e3o de pluralidades. Temos artistas de ambos os sexos que sinalizam para uma estrat\u00e9gia ainda pouco evidente. Talvez o que se trata seja de uma guinada transgeracional fenomemal e n\u00e3o modal. N\u00e3o s\u00f3 pela idade dos sujeitos, mas pelo conte\u00fado, o teor de suas performances, de suas vozes e pelo crescente levante de artistas ind\u00edgenas n\u00e3o bin\u00e1rios, os sem g\u00eanero.<br \/>\nA quest\u00e3o do g\u00eanero, da radicaliza\u00e7\u00e3o, do aldeamento ou a falta dele, o dom\u00ednio ou n\u00e3o das l\u00ednguas maternas dos seus povos de origens s\u00e3o quest\u00f5es latentes que podem e dever ser acolhidas sempre em uma perspectiva construtiva. N\u00e3o posso deixar de assinalar para a quest\u00e3o da autoria, da autonomia do fazer art\u00edstico como uma voz dissonante do meio comum sem deixar de s\u00ea-lo.<br \/>\nDa pr\u00e1tica art\u00edstica como composto de atos mais elevados. Como conjunto ritual\u00edstico mais que m\u00edtico chegando a pajelagem. Como pr\u00e1tica xam\u00e2nica, curativa e psicomedicinal. Como um conector para fatos hist\u00f3ricos e como um disparador de sinapses para mundos que existem, mas n\u00e3o s\u00e3o como os que a gente tem acesso. Um artista n\u00e3o se desenvolve com imposi\u00e7\u00f5es. As imposi\u00e7\u00f5es violentas podem ser muito perigosas para as mentes sens\u00edveis de artistas. Por fim n\u00e3o vou deixar de lembrar que em tudo h\u00e1 armadilhas e que n\u00f3s, os ind\u00edgenas, precisamos de uma armadilha para identificar armadilhas e quem sabe esta n\u00e3o seja exatamente a AIC \u2013 Arte Ind\u00edgena Contempor\u00e2nea, feita e contextualizada por seus autores pr\u00f3prios.                <\/p>\n\t<div class=\"quickshare-container\">\r\n\t<ul class=\"quickshare-genericons monochrome quickshare-effect-spin quickshare-effect-expand\">\r\n\t\t<li class=\"quickshare-share\">Compartilhe:<\/li> \r\n\t\t<li><a href=\"https:\/\/facebook.com\/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;t=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Facebook\"><span class=\"quickshare-facebook\">Facebook<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;text=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on Twitter\"><span class=\"quickshare-twitter\">Twitter<\/span><\/a><\/li>\t\t\t\t<li><a href=\"http:\/\/linkedin.com\/shareArticle?mini=true&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;title=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS&amp;source=JAIDER+ESBELL&amp;summary=Antes+de+quaisquer+outras+quest%C3%B5es+eu+quero+destacar+o+car%C3%A1ter+de+legitimidade+deste+ensaio.+Penso+e+at%C3%A9+espero+que+lhe+deva+ser+considerado+importante+por+todos+aqueles+que+passeiam+a+cerca+do+termo%2C+ou+da+nega%C3%A7%C3%A3o+do+termo+ou+mesmo%26hellip%3B\" title=\"Share on Linkedin\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-linkedin\">Linkedin<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F\" target=\"_blank\" title=\"Share on Google+\"><span class=\"quickshare-googleplus\">Google+<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/tumblr.com\/share\/link?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;name=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS+<+JAIDER+ESBELL&amp;description=Antes+de+quaisquer+outras+quest%C3%B5es+eu+quero+destacar+o+car%C3%A1ter+de+legitimidade+deste+ensaio.+Penso+e+at%C3%A9+espero+que+lhe+deva+ser+considerado+importante+por+todos+aqueles+que+passeiam+a+cerca+do+termo%2C+ou+da+nega%C3%A7%C3%A3o+do+termo+ou+mesmo%26hellip%3B\" title=\"Share on Tumblr\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-tumblr\">Tumblr<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/reddit.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;title=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS+<+JAIDER+ESBELL\" title=\"Submit to Reddit\" target=\"_blank\"><span class=\"quickshare-reddit\">Reddit<\/span><\/a><\/li>\t\t<li><a href=\"http:\/\/stumbleupon.com\/submit?url=http%3A%2F%2Fwww.jaideresbell.com.br%2Fsite%2F2020%2F07%2F09%2Fa-arte-indigena-contemporanea-como-armadilha-para-armadilhas%2F&amp;title=A+ARTE+IND%C3%8DGENA+CONTEMPOR%C3%82NEA+COMO+ARMADILHA+PARA+ARMADILHAS+<+JAIDER+ESBELL\" target=\"_blank\" title=\"Share on StumbleUpon\"><span class=\"quickshare-stumbleupon\">Stumble Upon<\/span><\/a><\/li>\t\t\t<\/ul>\r\n\t<\/div>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de quaisquer outras quest\u00f5es eu quero destacar o car\u00e1ter de legitimidade deste ensaio. 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